3 de fev. de 2012

ROSTOS DA CORTE DAS AREIAS (6)




Gente que trabalha; gente que descansa depois de uma vida de trabalho; gente que se aprimora para nos dar o sabor inconfundível das coisas boas deste concelho que é o nosso. Coisa boas que se podem traduzir, apenas, num sorriso, num gesto de carinho ou de boa vontade. Gente da Corte das Areias, aqui, agora, ontem...

2 de fev. de 2012

RECORDAÇÕES DO CONCELHO

 Alunos da escola primária do Pé da Serra (1947)
 Jovens da freguesia (Montalvão e Salavessa) em festa das "Sortes" (1946)
Crianças e jovens de Salavessa, brincam ao Carnaval (anos 70)

31 de jan. de 2012

ROSTOS DA CORTE DAS AREIAS

 O cafézinho da manhã, numa homenagem a uma mulher do povo e que já nos deixou: a ti Ana do fato Justo

 Os convívios onomásticos dos José(s) são pretexto para a amizade e convívio

Os Amigos
Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria —
por mais amarga.
Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"

30 de jan. de 2012

SANTANA: A preto e branco

 Casamento em Santana (anos 60)
Na canastra, o berço
Do bebé risonho e feliz
Não há coisa mais linda
Que o sorriso de um petiz

27 de jan. de 2012

NISA: Etnografia(s) - I


Os trajes de Nisa em todo o seu colorido e esplendor. O "postal ilustrado" pertence a uma colecção editada pela Papelaria e Tipografia Nisense, nos já distantes e tão pertos, anos 60.
Nessa época, Nisa tinha jovens para "dar e vender", um Rancho Folclórico que chegou a ser um dos mais famosos do país. Depois, veio a emigração para as Lisboas e as Franças do nosso (des)encanto e aos poucos tudo foi morrendo. Criaram-se novas infraestruturas, o concelho modernizou-se, mas o seu maior património, as pessoas, foram desaparecendo.
À garridice e beleza dos trajes e de quem os ostenta como sinónimo de vida e pujança, sucedeu o abandono das aldeias e dos lugares. As ruas da vila, neste como noutros estios, já não têm o bulício de outrora. Despiram-se de pessoas e de vida, e encheram-se de casas enegrecidas e rugosas pela acção do tempo, vazias, evocando, quais fantasmas, as memórias de quem ali nasceu e viveu.
Ah! Mas os trajes de Nisa, onde os há, assim, tão lindos e espelhados? Cachopas jogando o fa-fu, animando récitas e teatros, festejando os santos populares, as fogueiras (vai uma batatinha assada?) os casamentos, os bailes na rua ao som da concertina, os quintais de festa.
Nisa morreu, mas a memória, decididamente: Não!
Mário Mendes

24 de jan. de 2012

NISA: A Caixa ao "Serviço do Povo"


Há 27 anos (1985) a Caixa Geral de Depósitos editou um calendário de bolso com a imagem (antiga) da Porta da Vila. No interior dava conta de "Como fazer render as suas poupanças".
Atente-se no valor dos juros naquela altura e verifique-se que representam uma "insignificância" se comparados com as taxas que nos dias de hoje são praticadas.
Em 2005 não havia BPNs e outros que tais, e a banca estava  (pelo menos, aparentemente) "ao serviço do povo". Sem taxas de serviços, cartões, comissões e outras aberrações...